Mostrando postagens com marcador Douglas Carvalho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Douglas Carvalho. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Navegando pelo Futuro da Governança e da Liderança

Navegando brevemente pelo Futuro da Governança e da Liderança


Douglas Silva Carvalho, em 24/08/2023

A governança continua a ser o alicerce sobre o qual as organizações se erguem. No entanto, à medida que avançamos, a ênfase se desloca para uma governança mais ágil e adaptável. Estruturas que promovem a agilidade na tomada de decisões, transparência aprimorada e uma resposta mais eficaz aos desafios são cada vez mais valorizadas.

Ao mirarmos o futuro, emerge uma nova narrativa sobre como a liderança pode ser moldada para prosperar em um mundo dinâmico, sempre mantendo a governança como bússola orientadora. Neste cenário, a interseção entre governança sólida e liderança inspiradora desempenha um papel ainda mais crucial na jornada das organizações rumo ao sucesso e a governança precisa ser flexível o suficiente para abraçar a inovação, ao mesmo tempo em que mantém a integridade e a responsabilidade. Isso implica em revisitar regularmente políticas, processos e estruturas para garantir que estejam alinhados com as demandas em evolução.

A liderança do futuro se concentra, dentre outros enfoques, na construção de líderes adaptáveis e capacitados, que reconhecem a necessidade de equilibrar a estabilidade fornecida pela governança com a capacidade de se adaptar a cenários imprevisíveis. Eles são visionários que não apenas definem metas claras, mas também estão prontos para redefini-las quando necessário. Assim, a liderança do futuro também coloca uma ênfase renovada na capacitação contínua da equipe. Líderes não são mais vistos como comandantes rígidos, mas sim como catalisadores que promovem um ambiente de aprendizado contínuo e desenvolvimento. Eles incentivam a diversidade de pensamento, colaboração e inovação, reconhecendo que ideias diversas surgem quando as vozes de todos são ouvidas.

Além disso, a liderança do futuro também abraça a noção de propósito e sustentabilidade. Líderes visionários estão conscientes do impacto de suas ações não apenas no presente, mas também nas gerações futuras. Eles direcionam suas organizações para uma jornada de responsabilidade social e ambiental, reconhecendo que a busca pelo lucro deve estar alinhada com a promoção do bem-estar global e da longevidade do planeta.

Em um contexto onde as relações e interconexões se tornam mais complexas, a visão sistêmica e o pensamento holístico emergem como ferramentas vitais, como um tecido conector. Líderes orientados por essa abordagem entendem que uma organização é mais do que a soma de suas partes individuais. Pensar de forma holística é mais que enxergar o quadro geral. Eles consideram as interações entre diferentes elementos, compreendendo como decisões em uma área podem influenciar outras. Ao aplicar uma visão sistêmica, esses líderes buscam otimizar não apenas partes isoladas, mas também o funcionamento geral da organização. Eles reconhecem que a governança e a liderança são elementos interdependentes, cada um contribuindo para a sinergia que impulsiona a jornada da organização em direção ao futuro.

A verdadeira magia acontece quando a governança e a liderança do futuro se unem em uma sinfonia evolutiva. A governança ágil fornece a estrutura que permite que a liderança se manifeste plenamente. Líderes adaptáveis e capacitados se movem dentro dessa estrutura com agilidade, tomando decisões informadas que impulsionam a organização em direção a seus objetivos. Essa sinergia não apenas garante a sustentabilidade da organização em um mundo em constante mudança, mas também fortalece a confiança dos stakeholders. À medida que as organizações demonstram a capacidade de equilibrar a estabilidade da governança com a flexibilidade da liderança, elas cultivam relacionamentos sólidos e duradouros com seus colaboradores, clientes e investidores.

Em última análise, a governança e liderança do futuro representam uma jornada contínua de adaptação e aprimoramento. Ao reconhecer que as estruturas rígidas devem ceder espaço à agilidade e que líderes empoderadores são os construtores de equipes inovadoras, as organizações estão preparando o terreno para prosperar em um mundo em constante mudança.

sábado, 19 de fevereiro de 2022

Planejamento do trabalho de auditoria

Planejamento do trabalho de auditoria

O planejamento é, sem dúvida, a fase mais importante do trabalho da auditoria interna (de qualquer trabalho, convenhamos) 

“Planejamento de longo prazo não lida com decisões futuras, mas com um futuro de decisões presentes.” Peter Drucker 

O planejamento é o alicerce sobre o qual todo trabalho deve ser fundamentado e funciona como um mapa estrategicamente montado para atingir o alvo; estabelece antecipadamente o que deve ser feito, como, onde, quando e por quem, em um nível de detalhes suficiente, sem se perder em múltiplos detalhes a essência do significado global.

Conforme lição de Attie (2018), o planejamento pressupõe adequado nível de conhecimento sobre o ramo de atividade, negócios e práticas operacionais da entidade em exame.

São objetivos da fase de planejamento da auditoria, resumidamente:

·         obter e disponibilizar conhecimento suficiente sobre os elementos integrantes do processo e respectivos objetivos, controles e riscos;

·         identificar os elementos críticos do processo aplicando a matriz de criticidade;

·         definir os métodos e as técnicas a serem empregados nos testes, inclusive na escolha dos elementos a serem testados (amostra ou censo);

·         elaborar os testes essenciais ao trabalho e definir os elementos representativos que serão verificados;

·         estimar o consumo mínimo necessário de recursos para a conclusão da auditoria e de cada ação e resultado esperado (otimizar a alocação de recursos). 

Na busca pelo conhecimento sobre o processo e seus objetivos, controles e riscos, deve-se coletar e registrar, de forma ordenada e sistematizada, as informações necessárias e suficientes para entender o objeto da auditoria, levando em consideração os ambientes interno (por exemplo, documentos estratégicos, parâmetros desempenho, valores envolvidos, áreas intervenientes etc.) e externo (por exemplo, legislação incidente, literatura especializada, tendências de mercado, atuação de órgãos reguladores etc.). As informações que representam o conhecimento adquirido são estruturadas por meio dos mapas do processo e dos roteiros de auditoria respectivos.

É possível que durante o planejamento sejam identificadas situações que, pelo nível de vulnerabilidade que provoque nos processos da empresa, devam receber imediato tratamento e, portanto, poderão ser objeto de recomendações e acompanhamento específicos.

A fase de planejamento é concluída com a emissão dos respectivos planos de auditoria, que podem seguir níveis conforme a arquitetura da empresa ou dos trabalhos a serem realizados, bem como ter sua elaboração definidas por normas internas ou externas à empresa.


(trecho do livro Auditando Tudo - O Departamento Jurídico), ainda não lançado 

sábado, 8 de janeiro de 2022

ASG e LGPD - O que isso tem a ver com governança?

 ASG e LGPD - O que isso tem a ver com governança?

Ambas representam desafios para as entidades, mas também contribuem para a sustentabilidade, ética e resultados positivos.

ASG (sigla para ambiental, social e governança - ou, em inglês, ESG: environmental, social and governance) configura-se em medidas adotadas para preservar o meio ambiente, garantir melhores condições de trabalho, diversidade e desenvolvimento da equipe, além de permitir a criação de um sistema de governança corporativa efetivo, eficaz e eficiente.

Já não é mais uma opção para as empresas a adoção da ASG, pois percebe-se que as entidades que valorizam negócios que respeitam o meio ambiente e as pessoas e que tenham um bom sistema de gestão atraem os melhores investidores e melhoram sua imagem perante a sociedade.

LGPD é a sigla para a Lei Federal nº 13.709/2018, chamada de Lei Geral de Proteção de Dados, que regulamenta o uso dos dados pessoais no território brasileiro. Como toda lei, tem caráter coercitivo e prevê multas e sanções para quem descumprir suas regras. E isso vale para pessoas jurídicas, públicas ou privadas, e até pessoas físicas

A proteção dos dados pessoais e da privacidade passaram, com a vigência da LGPD no País, a ser um novo valor a ser agregado nas rotinas internas e externas das empresas, agora sob pena de sanções pelo Poder Público.

A governança está na própria sigla ASG e está intimamente vinculada à LGPD no requisito do compliance, que é intrínseco à governança.

Tanto os critérios ASG quanto às normas cogentes da LGPD exigem que as instituições formulem ou aprimorem programas e equipes responsáveis por gerir a proteção do ambiente (natureza, sociedade, clientes), dos colaboradores (empregados e fornecedores) e dos dados pessoais no desenvolvimento de seus produtos e serviços, e o sistema de governança corporativa tornando transparente e efetivo.

Ainda estamos em plena transição, no Brasil, em busca de meios e alternativas para incorporar os princípios ASG e da LGPD nas rotinas empresariais até que tais valores sejam naturais no desenvolvimento do trabalho cotidiano. Mas há esperança de que isso ocorra o mais rápido possível!


segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

O básico da governança: #01 Conceitos de governança


Este é o post #01 da série O básico da governança, do blog Governança em Águas Escuras.

A depender do autor, o conceito de governança pode destacar uma ou outra característica, um ou outro objetivo. Mostraremos, neste post, os conceitos de três fontes importantes: do IBGC, dos autores Adriana Andrade e J. P. Rossetti, do livro Governança Corporativa – Fundamentos, Desenvolvimento e Tendências (São Paulo: Atlas, 2011), e de R. S. Gonzalez, autor do livro Governança corporativa – O poder de transformação das empresas (São Paulo: Trevisan, 2012).

Segundo o IBGC, governança corporativa é o sistema pelo qual as empresas e demais organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre sócios, conselho de administração, diretoria, órgãos de fiscalização e controle e demais partes interessadas (https://www.ibgc.org.br/governanca/governanca-corporativa, acesso em 6/1/2019).

Rossetti & Andrade (2011), em síntese, definem a governança como um conjunto de princípios, propósitos, processos e práticas que rege o sistema de poder e os mecanismos de gestão das corporações, buscando a maximização da riqueza, sua e dos proprietários, e o atendimento dos direitos de outras partes interessadas, minimizando oportunidades conflitantes com esse fim.

Já para Roberto Gonzalez (2012), governança corporativa é todo o processo de gestão e monitoramento desta que leva em consideração os princípios da responsabilidade corporativa (fiscal, social, trabalhista, comunitária, ambiental, societária), interagindo com o ambiente e os públicos estratégicos, os chamados stakeholders, em busca da sustentabilidade para ser longeva.

No próximo post, comentaremos cada conceito destacando seus pontos principais.

Até lá!