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segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Governança Corporativa: Uma Aliada para Empresas de Pequeno e Médio Porte

 

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Governança Corporativa: Uma Aliada para Empresas de Pequeno e Médio Porte

Aprimorando a administração e a credibilidade em tempos desafiadores

O conceito de governança corporativa tem conquistado espaço significativo nos últimos anos, especialmente entre as empresas de pequeno e médio porte. Esse novo paradigma traz consigo uma regra fundamental: a busca contínua pelo aprimoramento dos processos de gestão empresarial.

Durante muito tempo, acredita-se que a governança corporativa era aplicável apenas a grandes corporações do país. No entanto, vê-se empresas de menor porte estão adotando práticas como auditorias internas e conselhos de administração. Essas iniciativas não apenas auxiliam as empresas a prolongar sua existência, mas também as obrigam a planejar e se reinventar constantemente.

Em tempos de crise, uma empresa que adota os princípios da governança corporativa desfruta de maior credibilidade perante os stakeholders. Algumas medidas que contribuem para manter a alta credibilidade no mercado incluem a criação de diretorias temáticas (financeira, fiscal, comercial), a instituição de conselhos (administrativos ou consultivos), a divulgação regular de relatórios e uma área de auditoria interna.

Todas essas práticas conferem uma vantagem competitiva significativa às empresas, independentemente de seu tamanho. A governança corporativa não é mais um privilégio das grandes corporações, mas uma ferramenta vital para empresas de pequeno e médio porte que buscam se destacar em um ambiente de negócios cada vez mais desafiador.



domingo, 10 de setembro de 2023

Governança Corporativa em Empresas Familiares: Uma Conversa Necessária

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Governança Corporativa em Empresas Familiares: Uma Conversa Necessária

Boas Práticas de Governança podem impulsionar o sucesso digital das empresas familiares

Para a próxima geração que liderará as empresas familiares, desenvolver uma estratégia sólida na era digital é imperativo. Muitos ainda sentem que suas empresas estão ficando para trás nesse aspecto e a preocupação com as novas tecnologias é constante. Afinal, as decisões sobre quais técnicas digitais mais atualizadas devem ser adotadas tornaram-se um desafio incontornável.

Ao mesmo tempo, a ênfase na governança corporativa não deve se restringir apenas à questão tecnológica. Ela também é fundamental para promover uma cultura empresarial ética e justa nos assuntos internos da empresa. Prevenir conflitos internos e manter a coesão e transparência nas empresas familiares são pilares que sustentam a integridade das organizações e garantem sua continuidade a longo prazo.

Além disso, a governança corporativa desempenha um papel fundamental na promoção da responsabilidade social corporativa (ESG, na sigla em inglês) nas empresas familiares. Adotar boas práticas de governança e criar um ambiente propício para a interação da família com o negócio de forma consciente e produtiva são passos essenciais para atingir objetivos estratégicos e de ESG. Dessa forma, as empresas familiares podem não apenas prosperar, mas também fazer a diferença positiva em suas comunidades e no mundo.

A governança corporativa é mais do que um conjunto de regras; é uma cultura que sustenta o sucesso das empresas familiares. É hora de colocar a governança no centro das discussões e práticas das empresas familiares, garantindo um futuro sólido e próspero para as próximas gerações de líderes.


quinta-feira, 7 de setembro de 2023

Compliance: uma questão de estratégia empresarial

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É crucial que tenhamos cuidado para que o compliance não se torne apenas mais um modismo sem essência. Precisamos ir além do compliance. No entanto, empresas estão implementando-o apenas por exigência legal e precaução, lembrando um pouco a moda da adoção de códigos de ética no passado, cuja função era a defesa interna de seus interesses.

As empresas precisam começar a entender e aplicar o compliance não como obrigação, mas como parte integrante da estratégia para agregar valor e construir a identidade de marca.

A ampliação dos limites de controle da governança corporativa força as corporações a passarem por alterações em suas políticas e estratégias, alimentada também pelo controle indireto de consumidores, pela ojeriza à perda de valor por parte de acionistas ou pela força da lei. É fundamental que assimilem rapidamente que essa mudança veio para ficar.

Em um cenário de negócios cada vez mais ético e complexo, o compliance não pode ser visto apenas como uma exigência legal, mas como um pilar essencial da estratégia empresarial. Empresas que incorporam o compliance em sua cultura organizacional não apenas atendem às obrigações legais, mas também constroem marcas mais sólidas e confiáveis. É hora de reconhecer que o compliance é mais do que uma necessidade; é uma oportunidade para a diferenciação e o crescimento sustentável. 



quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Navegando pelo Futuro da Governança e da Liderança

Navegando brevemente pelo Futuro da Governança e da Liderança


Douglas Silva Carvalho, em 24/08/2023

A governança continua a ser o alicerce sobre o qual as organizações se erguem. No entanto, à medida que avançamos, a ênfase se desloca para uma governança mais ágil e adaptável. Estruturas que promovem a agilidade na tomada de decisões, transparência aprimorada e uma resposta mais eficaz aos desafios são cada vez mais valorizadas.

Ao mirarmos o futuro, emerge uma nova narrativa sobre como a liderança pode ser moldada para prosperar em um mundo dinâmico, sempre mantendo a governança como bússola orientadora. Neste cenário, a interseção entre governança sólida e liderança inspiradora desempenha um papel ainda mais crucial na jornada das organizações rumo ao sucesso e a governança precisa ser flexível o suficiente para abraçar a inovação, ao mesmo tempo em que mantém a integridade e a responsabilidade. Isso implica em revisitar regularmente políticas, processos e estruturas para garantir que estejam alinhados com as demandas em evolução.

A liderança do futuro se concentra, dentre outros enfoques, na construção de líderes adaptáveis e capacitados, que reconhecem a necessidade de equilibrar a estabilidade fornecida pela governança com a capacidade de se adaptar a cenários imprevisíveis. Eles são visionários que não apenas definem metas claras, mas também estão prontos para redefini-las quando necessário. Assim, a liderança do futuro também coloca uma ênfase renovada na capacitação contínua da equipe. Líderes não são mais vistos como comandantes rígidos, mas sim como catalisadores que promovem um ambiente de aprendizado contínuo e desenvolvimento. Eles incentivam a diversidade de pensamento, colaboração e inovação, reconhecendo que ideias diversas surgem quando as vozes de todos são ouvidas.

Além disso, a liderança do futuro também abraça a noção de propósito e sustentabilidade. Líderes visionários estão conscientes do impacto de suas ações não apenas no presente, mas também nas gerações futuras. Eles direcionam suas organizações para uma jornada de responsabilidade social e ambiental, reconhecendo que a busca pelo lucro deve estar alinhada com a promoção do bem-estar global e da longevidade do planeta.

Em um contexto onde as relações e interconexões se tornam mais complexas, a visão sistêmica e o pensamento holístico emergem como ferramentas vitais, como um tecido conector. Líderes orientados por essa abordagem entendem que uma organização é mais do que a soma de suas partes individuais. Pensar de forma holística é mais que enxergar o quadro geral. Eles consideram as interações entre diferentes elementos, compreendendo como decisões em uma área podem influenciar outras. Ao aplicar uma visão sistêmica, esses líderes buscam otimizar não apenas partes isoladas, mas também o funcionamento geral da organização. Eles reconhecem que a governança e a liderança são elementos interdependentes, cada um contribuindo para a sinergia que impulsiona a jornada da organização em direção ao futuro.

A verdadeira magia acontece quando a governança e a liderança do futuro se unem em uma sinfonia evolutiva. A governança ágil fornece a estrutura que permite que a liderança se manifeste plenamente. Líderes adaptáveis e capacitados se movem dentro dessa estrutura com agilidade, tomando decisões informadas que impulsionam a organização em direção a seus objetivos. Essa sinergia não apenas garante a sustentabilidade da organização em um mundo em constante mudança, mas também fortalece a confiança dos stakeholders. À medida que as organizações demonstram a capacidade de equilibrar a estabilidade da governança com a flexibilidade da liderança, elas cultivam relacionamentos sólidos e duradouros com seus colaboradores, clientes e investidores.

Em última análise, a governança e liderança do futuro representam uma jornada contínua de adaptação e aprimoramento. Ao reconhecer que as estruturas rígidas devem ceder espaço à agilidade e que líderes empoderadores são os construtores de equipes inovadoras, as organizações estão preparando o terreno para prosperar em um mundo em constante mudança.

domingo, 7 de agosto de 2022

As 13 regras de ouro da boa gestão

 As 13 regras de ouro da boa gestão


Qual o segredo para uma gestão de sucesso? Segundo a FNQ (Fundação Nacional da Qualidade) a resposta está em um conjunto de boas práticas que ajuda as empresas a melhorar seus resultados e a sua produtividade.

De acordo com a FNQ (Fundação Nacional da Qualidade), são 13 os fundamentos que funcionam como regras básicas que podem ser traduzidas como um manual prático da gestão. Época NEGÓCIOS teve acesso ao documento e revela a seguir cada um deles. Confira:

1. Pense de forma sistêmica e não apenas no próprio umbigo
A organização precisa compreender as relações de interdependência de seus diversos componentes, bem como da organização e o ambiente externo. A forma com que essas relações são gerenciadas afeta positiva ou negativamente a busca dos resultados de competitividade e sustentabilidade da organização.

2. Compreenda seu papel dentro de uma rede de relacionamentos
Toda organização faz parte de uma rede formal ou informal de relacionamentos, em que ocorre a cooperação entre empresas ou indivíduos com interesses comuns e competências complementares, como clientes, parceiros, fornecedores, colaboradores, entre outros membros da sociedade. É fundamental entender seu papel dentro dessas redes e gerir os relacionamentos visando harmonizar todos os aspectos de incompatibilidade.

3. Promova o aprendizado coletivo com o conhecimento compartilhado
Um bom gestor deve estimular o avanço do conhecimento organizacional por meio da percepção, reflexão, avaliação e compartilhamento de experiências.
A organização deve buscar o aprendizado participativo e o conhecimento compartilhado. A gestão do conhecimento valoriza e perpetua os ativos intangíveis geradores de diferenciais.

4. A competitividade depende da criatividade e da inovação
É importante que se promova um ambiente favorável à geração, experimentação e implementação de novas ideias que possam trazer um diferencial competitivo para a organização, com desenvolvimento sustentável.

5. A adaptação ao novo deve ser uma meta
É fundamental que a empresa se adapte às novas demandas tanto do ambiente em que está inserida quanto das partes interessadas. Essa ação exige uma maior agilidade por parte das organizações, visando aos processos simples, flexíveis e rápidos, à assimilação de mudanças e à implementação de ajustes e contrapartidas.

6. O líder deve dar o exemplo
O líder precisa atuar de forma aberta, democrática e ativa, incentivando a cultura da excelência entre todas as partes interessadas, a promoção de relações de qualidade e a proteção dos interesses da organização. Inspirador e motivador, ele deve disseminar, entre os colaboradores, os valores da organização, além de ser responsável pela preparação de novos líderes.

7. Equilibre planos a curto e longo prazos
É fundamental que se identifiquem os fatores que afetam a organização, seu ecossistema e o ambiente externo, assegurando a realização de estratégias apropriadas, que tragam resultados no presente sem comprometer o sucesso no longo prazo.

8. Conhecimento sobre clientes e mercados
É necessário que a organização entenda as necessidades, as expectativas e os comportamentos de seus clientes e do mercado como um todo, visando à criação de valor de forma sustentável e, consequentemente, com foco na competitividade.

9. Seja socialmente responsável dentro e fora da organização
A empresa precisa primar pela relação ética e transparente com todos os públicos com os quais se relaciona, bem como responder pelos impactos sociais e ambientais de suas decisões e atividades e inserir-se no desenvolvimento sustentável da sociedade, por meio da preservação de recursos ambientais e culturais para gerações futuras, do respeito à diversidade e da promoção da redução das desigualdades sociais como parte da estratégia da organização.

10. Incentive, respeite e valorize colaboradores
A empresa precisa criar condições para que as pessoas se realizem profissional e pessoalmente, maximizando seu desempenho por meio do comprometimento, do desenvolvimento de competências e de espaços para empreender. Também é importante valorizar a cultura organizacional para que essa seja guiada por valores, costumes e comportamentos que fortaleçam a excelência da gestão.

11. Tome decisões com base em indicadores
As decisões geradas em uma organização são baseadas nas informações recebidas. É importante que elas sejam consistentes, aumentando, assim, a possibilidade de tomada de decisões mais eficazes. O uso correto de indicadores, medições e análise de dados auxilia o processo.

12. Saiba quais processos geram valor na organização
A organização, por meio dos seus gestores, deve conhecer e segmentar o conjunto de processos que agregam valor para os clientes e as partes interessadas. É importante configurar processos em unidades facilmente gerenciáveis e estabelecer seus padrões para atender aos requisitos de desempenho.

13. Estabeleça metas entre seus públicos e meça os resultados
Para alcançar resultados positivos, uma organização precisa gerar valor para suas partes interessadas. Sendo assim, é fundamental estabelecer compromissos e metas de acordo com a satisfação das partes interessadas. Para entender se o caminho está correto, as organizações devem monitorar seus resultados, comparando-se com a concorrência ou empresas que são referência do setor.

Fonte: Época Negócios
Data da informação: 27/05/2014

terça-feira, 26 de julho de 2022

A GC auxilia para que boas práticas de gestão melhorem as relações organizacionais?


Boas práticas de gestão precisam ser compartilhadas, ter orientação para o propósito organizacional e para uma cultura consciente da empresa. Para isso, precisam ser difundidas. 

E um excelente apoio para esse propósito é a governança corporativa, principalmente por proporcionar:

  • A criação de fóruns de discussão focados no assunto
  • Colaboração na mitigação dos riscos
  • Indicações de segurança nas operações da empresa
  • A construção de valor para os negócios do presente e do futuro

Promover boas práticas de gestão que sirvam de apoio para a perenidade e para a construção de valor para os negócios é um dos principais objetivos da governança e um dos pilares da governança está na informação e divulgação das boas práticas.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Quais as tendências para a gestão em 2022

Tendências para a Gestão em 2022

Perguntaram-me quais seriam as tendências para a gestão no novo ano e, confesso, parei um pouco para juntar mentalmente as informações. Eis algumas elucubrações. Nada que cito é verdadeiramente novo - vivi muito disso quando trabalhei no Banco do Brasil e vivo até hoje em meu trabalho autônomo - mas a sua consideração como tendência se justifica pela pouca utilização - ainda - pelas empresas nacionais.

Trabalho remoto, presencial e híbrido

De supetão, foi minha primeira resposta já que a situação de pandemia da Covid-19 sobrelevou o tele trabalho como uma forma eficiente e eficaz para a realização de tarefas antes definidas como necessariamente presenciais. Com o avançar dos bons resultados no enfrentamento do vírus SARS-CoV-2 e aberta a possibilidade de retorno ao convívio laboral presencial, as empresas passaram a reativar os postos presenciais e criar formas de trabalho híbridas (parte presencial, parte à distância), com todos os seus prós e contras. Em 2022, tal dinâmica tende a se consolidar, o que provocará nos gestores, empresas e profissionais a necessidade de adaptação a esta realidade e de viabilizar formas de coexistência dos modelos presenciais, híbrido e remoto dentro da realidade de cada negócio e de cada time. 

Governança

Sem dúvida, e mais que nunca, a governança (em resumo, sistema pelo qual as empresas são dirigidas e monitoradas) mostra-se fundamental - ao lado dos aspectos sociais e ambientais - para a perenidade das entidades e se aplica a empresas, pessoas e sociedade, ou seja, uma empresa só existe porque está inserida em determinado contexto, seus funcionários e clientes pertencem a determinada sociedade,  então percebe-se a importância de considerar os impactos e os fatores de suas decisões sob as perspectivas sociais, legais e ambientais. E isso passa pela implantação e a manutenção de uma governança forte em 2022, com ética e empoderamento, pois sustentará o futuro das organizações, conforme o nível de maturidade de cada.

Aprendizado contínuo

Mais uma tendência que foi intensificada pela pandemia. Aliás, mais que tendência, trata-se uma mudança de mentalidade tanto das empresas mas, principalmente, dos colaboradores. Procura-se identificar aquilo que não sabemos ou dominamos para buscar aprender (estudando, pesquisando ou vivendo experiências) e efetivamente aplicar aquilo que aprendeu. E repetir isso todos os dias até o fim da vida. Será tendência em 2022, aproveitando o boom de cursos on line, universidades corporativas e treinamentos híbridos (parte presencial e parte via internet) e a compreensão de que só progride quem gera e consome conhecimento.

Outras possibilidades

Pensei em outras situações que poderiam se tornar tendências para o mundo corporativo em 2022 (intensificação do uso de tecnologias ágeis em áreas distintas da tecnologia da informação; abordagem de liderança transformacional; utilização massiva de big-data; empoderamento das áreas de auditoria e controle), mas resolvi parar por aqui para não tornar extensivo este despretensioso post neste humilde blog.