domingo, 10 de setembro de 2023

O Possível Aprimoramento da Governança Empresarial no Brasil

 

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O Aprimoramento da Governança Empresarial no Brasil

Leis mais rígidas elevam o padrão, mas a verdadeira mudança começa com a priorização da ética corporativa


No geral, as empresas ainda estão excessivamente focadas no curto prazo, deixando as boas práticas de governança para segundo plano. É notável a falta de priorização nessa área e, muitas vezes, a preocupação surge apenas quando desejam ingressar no Novo Mercado e, mesmo assim, frequentemente, fazem apenas o mínimo necessário, deixando a governança em segundo plano após a admissão.

Mas há mudanças interessantes. A composição dos conselhos de administração também evoluiu ao longo dos anos e parte dessa mudança é resultado da legislação, como a Lei Anticorrupção de 2013, o Código Brasileiro de Governança Corporativa e a Lei das Estatais. Essas regulamentações impuseram padrões mais rígidos de ética e processos mais transparentes. Naturalmente, isso levou a uma maior conformidade e, como resultado, ao aumento do valor de mercado. À medida que as leis amadurecem, surge inevitavelmente uma maior conscientização sobre a importância da governança corporativa. Ela deixa de ser uma mera formalidade para se tornar uma parte essencial da cultura empresarial.

Uma empresa que negligencia o desenvolvimento de sua estrutura de governança está perdendo não apenas valor de mercado, mas também a confiança de seus investidores e do público em geral. Em um futuro próximo, a discussão sobre a importância da governança será superada, já que espera-se que todas as empresas listadas cumpram rigorosamente as regras de boas práticas.

O momento de valorizar a governança não está apenas na implementação das normas, mas na análise constante de seu funcionamento. O verdadeiro aprimoramento ocorre quando as empresas compreendem que a governança não é apenas uma caixa a ser marcada, mas um processo em constante evolução.

Enquanto a governança corporativa for vista como uma mera formalidade para listar na Bolsa, estaremos perdendo uma oportunidade valiosa de evoluir e construir organizações mais éticas e transparentes. A verdadeira mudança começa quando a governança é priorizada, valorizada e vista como um pilar essencial para o sucesso sustentável das empresas. É hora de ir além do "check-list" e abraçar a governança como um princípio fundamental de negócios.



Governança Corporativa em Empresas Familiares: Uma Conversa Necessária

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Governança Corporativa em Empresas Familiares: Uma Conversa Necessária

Boas Práticas de Governança podem impulsionar o sucesso digital das empresas familiares

Para a próxima geração que liderará as empresas familiares, desenvolver uma estratégia sólida na era digital é imperativo. Muitos ainda sentem que suas empresas estão ficando para trás nesse aspecto e a preocupação com as novas tecnologias é constante. Afinal, as decisões sobre quais técnicas digitais mais atualizadas devem ser adotadas tornaram-se um desafio incontornável.

Ao mesmo tempo, a ênfase na governança corporativa não deve se restringir apenas à questão tecnológica. Ela também é fundamental para promover uma cultura empresarial ética e justa nos assuntos internos da empresa. Prevenir conflitos internos e manter a coesão e transparência nas empresas familiares são pilares que sustentam a integridade das organizações e garantem sua continuidade a longo prazo.

Além disso, a governança corporativa desempenha um papel fundamental na promoção da responsabilidade social corporativa (ESG, na sigla em inglês) nas empresas familiares. Adotar boas práticas de governança e criar um ambiente propício para a interação da família com o negócio de forma consciente e produtiva são passos essenciais para atingir objetivos estratégicos e de ESG. Dessa forma, as empresas familiares podem não apenas prosperar, mas também fazer a diferença positiva em suas comunidades e no mundo.

A governança corporativa é mais do que um conjunto de regras; é uma cultura que sustenta o sucesso das empresas familiares. É hora de colocar a governança no centro das discussões e práticas das empresas familiares, garantindo um futuro sólido e próspero para as próximas gerações de líderes.


quinta-feira, 7 de setembro de 2023

Compliance: uma questão de estratégia empresarial

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É crucial que tenhamos cuidado para que o compliance não se torne apenas mais um modismo sem essência. Precisamos ir além do compliance. No entanto, empresas estão implementando-o apenas por exigência legal e precaução, lembrando um pouco a moda da adoção de códigos de ética no passado, cuja função era a defesa interna de seus interesses.

As empresas precisam começar a entender e aplicar o compliance não como obrigação, mas como parte integrante da estratégia para agregar valor e construir a identidade de marca.

A ampliação dos limites de controle da governança corporativa força as corporações a passarem por alterações em suas políticas e estratégias, alimentada também pelo controle indireto de consumidores, pela ojeriza à perda de valor por parte de acionistas ou pela força da lei. É fundamental que assimilem rapidamente que essa mudança veio para ficar.

Em um cenário de negócios cada vez mais ético e complexo, o compliance não pode ser visto apenas como uma exigência legal, mas como um pilar essencial da estratégia empresarial. Empresas que incorporam o compliance em sua cultura organizacional não apenas atendem às obrigações legais, mas também constroem marcas mais sólidas e confiáveis. É hora de reconhecer que o compliance é mais do que uma necessidade; é uma oportunidade para a diferenciação e o crescimento sustentável. 



segunda-feira, 28 de agosto de 2023

Importância da auditoria, controle interno e do compliance para as melhores práticas de governança corporativa


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Certamente, a auditoria, controle interno e compliance desempenham papéis cruciais no contexto das melhores práticas de governança corporativa. Vamos resumir a importância de cada um deles neste contexto:

Auditoria:

A auditoria é um processo independente de revisão e avaliação das atividades financeiras, operacionais e contábeis de uma organização para garantir a precisão, integridade e conformidade com regulamentos e políticas. Ela desempenha um papel fundamental nas melhores práticas de governança corporativa por várias razões:

1. Transparência Financeira: a auditoria externa proporciona confiança aos acionistas e partes interessadas de que as demonstrações financeiras da empresa são precisas e refletem sua situação financeira real.

2. Detecção de Fraudes e Irregularidades: a auditoria ajuda a identificar fraudes, desvios e práticas irregulares que podem ocorrer internamente, protegendo a empresa contra perdas financeiras e danos à reputação.

3. Prestação de Contas: a auditoria cria um mecanismo independente para avaliar a administração e a diretoria da empresa. Isso incentiva a responsabilidade e a prestação de contas dos líderes da organização.

Controle Interno:

O controle interno refere-se ao sistema de processos, políticas e procedimentos implementados dentro de uma organização para garantir que suas operações sejam conduzidas de maneira eficaz, eficiente e em conformidade com regulamentos. Ele desempenha um papel crucial nas melhores práticas de governança corporativa por várias razões:

1. Gestão de Riscos: um sistema de controle interno bem estabelecido ajuda a identificar, avaliar e mitigar riscos operacionais, financeiros e de conformidade.

2. Eficiência Operacional: os controles internos garantem que as operações da empresa sejam executadas de maneira eficiente, minimizando erros e retrabalho.

3. Prevenção de Fraudes: o controle interno ajuda a criar barreiras que dificultam práticas fraudulentas e desvios de recursos.

Compliance:

O compliance envolve a adesão estrita às leis, regulamentos e padrões éticos relevantes para a indústria e a organização. O cumprimento das leis e regulamentos é fundamental para as melhores práticas de governança corporativa por várias razões:

1. Reputação e Credibilidade: o cumprimento demonstra a responsabilidade da empresa perante a sociedade, aumentando sua reputação e credibilidade.

2. Redução de Riscos Legais: o compliance ajuda a evitar litígios e multas resultantes de violações regulatórias.

3. Alinhamento com Valores Organizacionais: o cumprimento com padrões éticos e regulatórios está alinhado com os valores e a missão da empresa, promovendo uma cultura corporativa saudável.

Em conjunto, a auditoria, controle interno e compliance criam um ambiente de governança sólida que protege os interesses dos stakeholders, promove a transparência, reduz riscos, garante conformidade e apoia o sucesso a longo prazo da organização.


quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Navegando pelo Futuro da Governança e da Liderança

Navegando brevemente pelo Futuro da Governança e da Liderança


Douglas Silva Carvalho, em 24/08/2023

A governança continua a ser o alicerce sobre o qual as organizações se erguem. No entanto, à medida que avançamos, a ênfase se desloca para uma governança mais ágil e adaptável. Estruturas que promovem a agilidade na tomada de decisões, transparência aprimorada e uma resposta mais eficaz aos desafios são cada vez mais valorizadas.

Ao mirarmos o futuro, emerge uma nova narrativa sobre como a liderança pode ser moldada para prosperar em um mundo dinâmico, sempre mantendo a governança como bússola orientadora. Neste cenário, a interseção entre governança sólida e liderança inspiradora desempenha um papel ainda mais crucial na jornada das organizações rumo ao sucesso e a governança precisa ser flexível o suficiente para abraçar a inovação, ao mesmo tempo em que mantém a integridade e a responsabilidade. Isso implica em revisitar regularmente políticas, processos e estruturas para garantir que estejam alinhados com as demandas em evolução.

A liderança do futuro se concentra, dentre outros enfoques, na construção de líderes adaptáveis e capacitados, que reconhecem a necessidade de equilibrar a estabilidade fornecida pela governança com a capacidade de se adaptar a cenários imprevisíveis. Eles são visionários que não apenas definem metas claras, mas também estão prontos para redefini-las quando necessário. Assim, a liderança do futuro também coloca uma ênfase renovada na capacitação contínua da equipe. Líderes não são mais vistos como comandantes rígidos, mas sim como catalisadores que promovem um ambiente de aprendizado contínuo e desenvolvimento. Eles incentivam a diversidade de pensamento, colaboração e inovação, reconhecendo que ideias diversas surgem quando as vozes de todos são ouvidas.

Além disso, a liderança do futuro também abraça a noção de propósito e sustentabilidade. Líderes visionários estão conscientes do impacto de suas ações não apenas no presente, mas também nas gerações futuras. Eles direcionam suas organizações para uma jornada de responsabilidade social e ambiental, reconhecendo que a busca pelo lucro deve estar alinhada com a promoção do bem-estar global e da longevidade do planeta.

Em um contexto onde as relações e interconexões se tornam mais complexas, a visão sistêmica e o pensamento holístico emergem como ferramentas vitais, como um tecido conector. Líderes orientados por essa abordagem entendem que uma organização é mais do que a soma de suas partes individuais. Pensar de forma holística é mais que enxergar o quadro geral. Eles consideram as interações entre diferentes elementos, compreendendo como decisões em uma área podem influenciar outras. Ao aplicar uma visão sistêmica, esses líderes buscam otimizar não apenas partes isoladas, mas também o funcionamento geral da organização. Eles reconhecem que a governança e a liderança são elementos interdependentes, cada um contribuindo para a sinergia que impulsiona a jornada da organização em direção ao futuro.

A verdadeira magia acontece quando a governança e a liderança do futuro se unem em uma sinfonia evolutiva. A governança ágil fornece a estrutura que permite que a liderança se manifeste plenamente. Líderes adaptáveis e capacitados se movem dentro dessa estrutura com agilidade, tomando decisões informadas que impulsionam a organização em direção a seus objetivos. Essa sinergia não apenas garante a sustentabilidade da organização em um mundo em constante mudança, mas também fortalece a confiança dos stakeholders. À medida que as organizações demonstram a capacidade de equilibrar a estabilidade da governança com a flexibilidade da liderança, elas cultivam relacionamentos sólidos e duradouros com seus colaboradores, clientes e investidores.

Em última análise, a governança e liderança do futuro representam uma jornada contínua de adaptação e aprimoramento. Ao reconhecer que as estruturas rígidas devem ceder espaço à agilidade e que líderes empoderadores são os construtores de equipes inovadoras, as organizações estão preparando o terreno para prosperar em um mundo em constante mudança.

sexta-feira, 5 de maio de 2023

Combate ao assédio é tema de campanha lançada pelo Tribunal de Justiça de Roraima

Campanha de combate ao assédio é lançada pelo Tribunal de Justiça de Roraima

(Texto original: https://www.tjrr.jus.br/index.php/noticias/16592-campanha-de-combate-ao-assedio-e-lancada-pelo-tribunal-de-justica-de-roraima)

Para promover uma reflexão  e  conhecer a Política de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação no  mbito do Poder Judiciário, além de  despertar iniciativas para combater o assédio no ambiente de trabalho, o Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), promove até o dia 5 de maio uma campanha sobre o tema. 

O trabalho está sendo amplamente divulgado em todos os canais de comunicação do Poder Judiciário de Roraimense e segue as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio da  Resolução n. 351, de 28 de outubro de 2020, que institui, no âmbito do Poder Judiciário, a Política de Prevenção e Enfrentamento do Assédio. 

Detalhes sobre a campanha podem ser encontradas nas redes sociais do Judiciário Roraimense.

 




domingo, 7 de agosto de 2022

As 13 regras de ouro da boa gestão

 As 13 regras de ouro da boa gestão


Qual o segredo para uma gestão de sucesso? Segundo a FNQ (Fundação Nacional da Qualidade) a resposta está em um conjunto de boas práticas que ajuda as empresas a melhorar seus resultados e a sua produtividade.

De acordo com a FNQ (Fundação Nacional da Qualidade), são 13 os fundamentos que funcionam como regras básicas que podem ser traduzidas como um manual prático da gestão. Época NEGÓCIOS teve acesso ao documento e revela a seguir cada um deles. Confira:

1. Pense de forma sistêmica e não apenas no próprio umbigo
A organização precisa compreender as relações de interdependência de seus diversos componentes, bem como da organização e o ambiente externo. A forma com que essas relações são gerenciadas afeta positiva ou negativamente a busca dos resultados de competitividade e sustentabilidade da organização.

2. Compreenda seu papel dentro de uma rede de relacionamentos
Toda organização faz parte de uma rede formal ou informal de relacionamentos, em que ocorre a cooperação entre empresas ou indivíduos com interesses comuns e competências complementares, como clientes, parceiros, fornecedores, colaboradores, entre outros membros da sociedade. É fundamental entender seu papel dentro dessas redes e gerir os relacionamentos visando harmonizar todos os aspectos de incompatibilidade.

3. Promova o aprendizado coletivo com o conhecimento compartilhado
Um bom gestor deve estimular o avanço do conhecimento organizacional por meio da percepção, reflexão, avaliação e compartilhamento de experiências.
A organização deve buscar o aprendizado participativo e o conhecimento compartilhado. A gestão do conhecimento valoriza e perpetua os ativos intangíveis geradores de diferenciais.

4. A competitividade depende da criatividade e da inovação
É importante que se promova um ambiente favorável à geração, experimentação e implementação de novas ideias que possam trazer um diferencial competitivo para a organização, com desenvolvimento sustentável.

5. A adaptação ao novo deve ser uma meta
É fundamental que a empresa se adapte às novas demandas tanto do ambiente em que está inserida quanto das partes interessadas. Essa ação exige uma maior agilidade por parte das organizações, visando aos processos simples, flexíveis e rápidos, à assimilação de mudanças e à implementação de ajustes e contrapartidas.

6. O líder deve dar o exemplo
O líder precisa atuar de forma aberta, democrática e ativa, incentivando a cultura da excelência entre todas as partes interessadas, a promoção de relações de qualidade e a proteção dos interesses da organização. Inspirador e motivador, ele deve disseminar, entre os colaboradores, os valores da organização, além de ser responsável pela preparação de novos líderes.

7. Equilibre planos a curto e longo prazos
É fundamental que se identifiquem os fatores que afetam a organização, seu ecossistema e o ambiente externo, assegurando a realização de estratégias apropriadas, que tragam resultados no presente sem comprometer o sucesso no longo prazo.

8. Conhecimento sobre clientes e mercados
É necessário que a organização entenda as necessidades, as expectativas e os comportamentos de seus clientes e do mercado como um todo, visando à criação de valor de forma sustentável e, consequentemente, com foco na competitividade.

9. Seja socialmente responsável dentro e fora da organização
A empresa precisa primar pela relação ética e transparente com todos os públicos com os quais se relaciona, bem como responder pelos impactos sociais e ambientais de suas decisões e atividades e inserir-se no desenvolvimento sustentável da sociedade, por meio da preservação de recursos ambientais e culturais para gerações futuras, do respeito à diversidade e da promoção da redução das desigualdades sociais como parte da estratégia da organização.

10. Incentive, respeite e valorize colaboradores
A empresa precisa criar condições para que as pessoas se realizem profissional e pessoalmente, maximizando seu desempenho por meio do comprometimento, do desenvolvimento de competências e de espaços para empreender. Também é importante valorizar a cultura organizacional para que essa seja guiada por valores, costumes e comportamentos que fortaleçam a excelência da gestão.

11. Tome decisões com base em indicadores
As decisões geradas em uma organização são baseadas nas informações recebidas. É importante que elas sejam consistentes, aumentando, assim, a possibilidade de tomada de decisões mais eficazes. O uso correto de indicadores, medições e análise de dados auxilia o processo.

12. Saiba quais processos geram valor na organização
A organização, por meio dos seus gestores, deve conhecer e segmentar o conjunto de processos que agregam valor para os clientes e as partes interessadas. É importante configurar processos em unidades facilmente gerenciáveis e estabelecer seus padrões para atender aos requisitos de desempenho.

13. Estabeleça metas entre seus públicos e meça os resultados
Para alcançar resultados positivos, uma organização precisa gerar valor para suas partes interessadas. Sendo assim, é fundamental estabelecer compromissos e metas de acordo com a satisfação das partes interessadas. Para entender se o caminho está correto, as organizações devem monitorar seus resultados, comparando-se com a concorrência ou empresas que são referência do setor.

Fonte: Época Negócios
Data da informação: 27/05/2014